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‘Vão catar coquinho’, reage promotor que pediu prisão de Lula

Congresso em Foco    

12 de Março de 2016 as 16:46

Reprodução

Promotor José Carlos Blat, do Ministério Público do São Paulo

O promotor José Carlos Blat, do Ministério Público do São Paulo, comentou a confusão entre os filósofos citados no pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula expedido ontem (10). Ao dizer que as condutas do petista “certamente deixariam Marx e Hegel envergonhados”, os autores da peça – os promotores Cássio Conserino, Fernando Henrique Araújo e José Carlos Blat – confundiram Friedrich Engels, que escreveu O Manifesto Comunista junto com Karl Marx, com Friedrich Hegel.

“É claro que nós sabemos a diferença entre Engels e Hegel. Numa peça de 200 laudas, falando de crimes essenciais, vão preferir ficar discutindo a filosofia?”, questionou Blat ao repórter da BBC Brasil.  ”Vão caçar o que fazer. Vão catar coquinho”, completou

Hegel morreu em 1831, 17 anos antes da publicação do Manifesto. “Isso é uma tolice, é um erro material que já foi verificado e será retificado. Tudo continua como está, não há qualquer gravidade nisso”, disse o promotor

Indagado sobre a cautela adotada pela oposição em relação ao pedido de prisão, que criticaram a fundamentação técnica da peça, Blat disse que “são ilustres juristas especulando sem conhecer os nossos autos”. “Nós fizemos todos os pedidos com absoluta convicção de segurança. Entendemos que houve efetiva afronta ao princípio da garantia da ordem pública com a incitação (no discurso feito por Lula após depoimento à Polícia Federal), que é totalmente diversa de manifestação política”, completou.

 











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