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Silval deixa a prisão para passar a primeira noite em casa após quase dois anos preso

Da Redação    

14 de Junho de 2017 às 12:43

Divulgação

O ex-governador deixou de negar os crimes e as acusações que pesavam contra ele e adotou uma postura de confissão.

Silval Barbosa deixou na noite desta terça-feira (13), pela primeira vez, a cela em que viveu por quase dois anos no Centro de Custódia da Capital (CCC), em Cuiabá, para dormir em casa. Depois de confessar os crimes e se comprometer a entregar R$ 46 milhões em bens, o ex-governador passará sua primeira noite com a família, cumprindo prisão domiciliar. Ele deixou o CCC em uma viatura da Delegacia Fazendária, sem dar entrevistas.

O gosto da liberdade só veio depois de uma mudança drástica na estratégia de defesa de Silval. O ex-governador deixou de negar os crimes e as acusações que pesavam contra ele e adotou uma postura de confissão.

A prisão domicilar implica que o ex-governador cumpra medidas cautelares, como por exemplo o uso de tornozeleira eletrônica. Além disso, ele também não poderá se ausentar de Cuiabá, comparacendo sempre ao Fórum da Capital. 

Apesar dos boatos e os burburinhos que surgiram desde o início do ano, Silval não firmou acordo de delação premiada, mas se comprometeu a entregar todos aqueles que participaram dos esquemas e das quadrilhas lideradas por ele. A confissão só foi possível após a mudança de advogado: saiu Valber Melo, entrou Delio Lins, advogado atuante em Brasília. 

De acordo com a nova defesa, além de conseguir cuprir a prisão em casa, a confissão atmbém pode acarretar no perdão judicial do ex-governador. “Ele está confessando algumas coisas que ele realmente tem culpa, negando outras muitas que eles está sendo acusado injustamente. A nova linha vai ser essa”, resumiu o advogado. Na visão de Délio, se continuasse com a antiga postura, Silval iria acabar sendo condenado por tudo o que lhe era atribuído, incluindo crimes que não cometeu.

“A colaboração tem a finalidade de conseguir o que a gente está conseguindo agora, a soltura dele para ele poder se defender com mais calma, poder exercer a defesa dele de uma forma mais ampla”, diz o advogado. “A segunda finalidade mais a frente, no caso de condenação, é conseguir os benefícios que a lei garante a quem confessa”, completou.

Fonte: Olhar Direto/Lázaro Thor Borges/Arthur dos Santos Silva











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