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Testemunha de chacina relata ameaça, tiros e dias escondidos para escapar de morte

Arthur Santos da Silva    

02 de Fevereiro de 2018 as 10:23

Divulgação

Conforme o MPE, uma das testemunhas relatou que da última vez que esteve em Colniza, após a chacina, foi vítima de uma emboscada com nove tiros e teve que passar cinco dias escondida.

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso afirmou no dia 30 de janeiro, durante audiência no caso conhecido como chacina de Colniza, que testemunhas estão sendo ameaçadas. O órgão requereu ao Judiciário que duas delas sejam ouvidas em Cuiabá.

Conforme o MPE, uma das testemunhas relatou que da última vez que esteve em Colniza, após a chacina, foi vítima de uma emboscada com nove tiros e teve que passar cinco dias escondida.

A testemunha alegou que não registrou boletim de ocorrência porque quando prestou depoimento sobre o caso recebeu garantia de que teria proteção. A mesma testemunha informou, ainda, que seis pessoas foram atrás dela e que “quase a mataram”.

“Desse modo o Ministério Público requer que seja designada a oitiva das testemunhas para a Comarca de Cuiabá em tempo hábil para que a acusação possa avisá-los, uma vez que se encontram escondidos, mencionando apenas que entrarão em contato em breve, se comprometendo, a acusação, desde já em cientificá-los da data a ser designada para intimar a defesa para o ato”.

Durante a audiência, o MPE reiterou o parecer no sentido da manutenção da prisão preventiva dos acusados – Moisés Ferreira, Paulo Neves Nogueira, Pedro Ramos Nogueira e Valdelir João de Souza (acusado de ser o mandante do crime) por entender que ainda subsistem os fundamentos que a decretaram. “A instrução somente vem a reforçar o fumus comissi delicti, de modo que o envolvimento dos acusados não podem ser excluídos pelo fato de haver investigação em curso que buscam a apurar a existência de outros integrantes do grupo os encapuzados”.

Chacina

De acordo com o MPE, no dia da chacina (19 de abril de 2017), Pedro, Paulo, Ronaldo e Moisés, a mando de Valdelir, teriam seguido até a Linha 15 e, com o uso de armas de fogo e arma branca, assassinaram Francisco Chaves da Silva, 56, Edson Alves Antunes, 32, Izaul Brito dos Santos, 50, Aldo Aparecido Carlini, 50, Sebastião Ferreira de Souza, 57, Fábio Rodrigues dos Santos, 37, Samuel Antonio da Cunha, 23, Ezequias Santos de Oliveira, 26, e Valmir Rangel do Nascimento, de 55 anos.

Os autores foram reconhecidos pelas testemunhas. Segundo o MP, os criminosos percorreram aproximadamente 9 km ao longo da Linha 15, assassinando, com requintes de crueldade, aqueles que encontraram pelo caminho, sem dar chance de fuga ou defesa.











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