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Juiz intima governador a escolher data para prestar depoimento

LUCAS RODRIGUES DA REDAÇÃO    

28 de Fevereiro de 2018 as 09:58

Divulgação

O governador Pedro Taques, que deverá depor sobre investigação

O juiz Murilo Mesquita, da 11ª Vara Militar de Cuiabá, intimou o governador Pedro Taques (PSDB) a escolher a data em que poderá prestar depoimento no inquérito que investiga os possíveis crimes militares cometidos no esquema dos “grampos”.

A decisão foi dada na segunda-feira (26). O tucano foi arrolado como testemunha de defesa do cabo Gerson Correa, que é réu confesso e está preso desde maio do ano passado por conta do caso.

O esquema dos grampos funcionou por meio da “barriga de aluguel”, quando números de pessoas não investigadas – boa parte adversários políticos do Governo - foram inseridos indevidamente em pedidos de quebra de sigilo telefônico, simulando que seriam contatos de criminosos.

De acordo com a determinação do magistrado, Taques poderá escolher a data, hora e local em que irá depor. A escolha se dá em razão da prerrogativa de foro do governador.

Também poderá escolher a data o promotor de Justiça Arnaldo Justino, igualmente arrolado pela defesa do cabo. Apesar disso, o juiz sugeriu que eles escolham as datas já marcadas das audiências, que deverão ocorrer em março.

“Caso queiram, indiquem local, dia e hora para serem inquiridos em relação à presente ação penal, ficando sugeridas as seguintes datas e horários no plenário da Justiça Militar: 02.03.2018 às 8h:30min, 09.03.2018 às 8h:30min , 12.03.2018 às 8h:30min e 16.03.2018 às 8h:30min”, diz trecho da decisão.

São réus do esquema o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa; os coronéis Evandro Alexandre Lesco e Ronelson Barros, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, respectivamente; o coronel Januário Batista; e o cabo Gérson Correa Júnior. Dos cinco, apenas Gérson continua preso.

Investigado

Apesar de não ser réu nesta ação, Taques é investigado no inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que está sob a responsabilidade do ministro Mauro Campbell.

Ele foi citado na investigação pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, autor da denúncia e ex-secretário de Segurança Pública na gestão atual.

Segundo o promotor, Taques não teria tomado as providências contra os responsáveis por operar os grampos, mesmo depois de ter sido avisado sobre a situação.

Já Taques nega as acusações e disse que ele mesmo notificou o Ministério Público a apurar o caso.

 











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