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Veja quem são os alvos da 2ª fase da Operação Crédito Podre

JAD LARANJEIRA DA REDAÇÃO    

03 de Maio de 2018 as 15:45

Alair Ribeiro/Midianews

O delegado Sylvio Valle Júnior, que está à frente das investigações

Os nove mandados de prisão que estão sendo cumpridos na manhã desta quinta-feira (3), na 2ª fase da Operação Crédito Podre, são contra os mesmos acusados que haviam sido presos na primeira, em dezembro do ano passado.

A operação investiga irregularidades no recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) referente à comercialização de grãos.

MidiaNews teve acesso aos mandados de prisão, que foram assinados pelo juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, determinando a prisão provisória dos envolvidos.

Rodrigues é o novo titular da Vara Especializada Contra o Crime Organizado de Cuiabá, que até março era comandada pela agora juíza aposentada Selma Arruda.

Os alvos são: Neusa Lagemann de Campos, Jean Carlos Lara, Diego de Jesus da Conceição, Marcelo Medina, Théo Marlon Medina, Cloves Conceição, Paulo Henrique Alves Ferreira, Rinaldo Batista Ferreira Júnior, Rogério Rocha Delmindo.

Em janeiro deste ano, a juíza Selma Arruda - hoje aposentada - havia revogado a prisão de todos eles.

presos

Veja quem são os alvos da 2ª fase da Operação

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Cuiabá, Rondonópolis, Primavera do Leste, Sorriso, Campo Verde e Várzea Grande.

Theo e Marcelo Medina são sócios proprietários da empresa Vigor Cereais, com sede em Rondonópolis (215 km ao Sul de Cuiabá). 

A empresa deles é acusada de acumular estoque de crédito de ICMS de origem duvidosa com o objetivo de promover a sonegação do imposto.

A operação

As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) apuram fraudes na comercialização interestadual de grãos (milho, algodão, feijão, soja, arroz, milho, sorgo, painço, capim, girassol e niger) com sonegação de mais de R$ 140 milhões em ICMS.

De acordo com o delegado Sylvio Valle Júnior, que conduz a investigação, na primeira fase foi descoberta a constituição de mais de 30 empresas, de fachada ou mesmo fantasmas, com a finalidade de simular operações internas de venda de grãos, para criação de créditos inidôneo de ICMS. Ou seja, elas documentavam toda a operação simulada como tributada, lançando o ICMS devido, mas o recolhimento não era feito.

Já nesta segunda fase não foi informado o teor dos mandados de prisões, que segundo a Polícia Civil corre em sigilo.

 











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