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24 de Novembro de 2016 Às 14:36

Saiba como o governador Pedro Taques levou MT à falência

Muvuca Popular

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Mesmo não podendo prever o comportamento da receita até o final do ano, o governo manteve a mesma gastança do orçamento de 2015

A gestão do Executivo não vai bem. Hoje (22) foi publicada uma série de decretos orçamentários, reforçando recursos em algumas áreas e cancelando em outras. A maior delas se refere a R$ 80 milhões que deverá reforçar a secretaria de saúde (SES), e o conseqüente corte em outros trabalhos, como na secretaria de fazenda (Sefaz).

A lógica seria fortalecer o Fisco para sobrar dinheiro para Saúde, mas o governo Taques está no esquema "da mão a boca", ou seja, sem sobras e sem planejamento, é a velha "gestão Jeca Tatu". O problema não está no dinheiro, e sim no seu gasto. Por exemplo, folha de pagamento é planejado com anos de antecedência, mas a saúde pública nem tanto.

Curioso que o governo tenha especialistas profundos conhecedores do seu ofício, e bem pagos, porém não são usados pelo Palácio Paiaguas. Outro dia Taques nomeou uma estagiária (trainee) para conduzir um projeto típico de gestor governamental, e até hoje está esperando o resultado de um estudo da Gerdau/FGV que deveria ser de autoria de um fiscal de tributos.

Ou seja, Taques não apenas humilha seus servidores atrasando seus salários, como menospreza seu trabalho. A gestão por consequencia vira isso que todos estão vendo, um mutirãozinho de catarata aqui, um asfalto casca de ovo acolá, e muita mídia para desviar o foco da plateia.

O Muvuca Popular alertou desde o início do ano, Taques aumentou os gastos do estado em 25%. O comparativo com 2015 mostra que o governo subestimou a crise quando era para acender a luz amarela e preparar o estado para enfrentá-la. Sem experiência administrativa, acaba nisso, e nem uma arrecadação 15% a maior resolve mais o problema. Mesmo não podendo prever o comportamento da receita até o final do ano, o governo manteve a mesma gastança do orçamento de 2015, quando previa inflação de 7,5% para 2016.

Mato Grosso aumentou seu orçamento em 25%, e até se deu ao luxo de elevar os repasses aos demais Poderes (Justiça e Ministério Público, por exemplo), e fez o contrário que os demais estados, como Mato Grosso do Sul (MS) e Goiás (GO). Os tucanos Reinaldo Azambuja (MS), otimista com o agronegócio trabalhou previsão de gasto de 6%, e Marconi Perillo (GO), menos otimista com a economia trabalhou com apenas 1%. 

Pedro Taques sempre teve dificuldades em lidar com dinheiro. O seu primeiro negócio, uma barraca de baguncinha (cachorro-quente) faliu porque tinha que pagar os fornecedores. E o seu segundo e último negócio de livre iniciativa, uma escola (pós-graduação em Direito) faliu porque tinha que pagar os professores. Curioso que já governador tenha que lidar com as mesmas decisões: pagar fornecedores e funcionários ou não.

Mesmo comandando um estado que está indo bem diante da crise econômica, prefere fazer escolhas distantes do cenário socioeconômico de MT. As tomadas de decisão têm mais a ver com questão ideológica que pragmática. Reduzir o salário do funcionalismo em 5%, através da inflação é uma delas (veja mais).

O governador fica magoado quando seus trabalhadores cobram a recomposição inflacionária (RGA), e faz mais, tanto usa a justiça para enquadrar os "pidões" (sindicatos), quanto ameaça atrasar salários. Sem esquecer de colocar a culpa toda na gestão de Silval Barbosa (2010-2015).

Por último o governador tem inovado, e tenta ganhar a simpatia da sociedade. Em giro pela mídia cuiabana, tem dito que entre agradar o funcionalismo concedendo o RGA e a sociedade, que sofre com a violência, fez sua opção pela sociedade, e emparedou o funcionalismo com sua escolha. Acabou chamando 3,5 mil policiais ao custo de quase R$ 200 milhões para acabar com a violência. Mas não tem dito tudo. Os novos policiais ganham a média salarial de R$ 4mil/mês. Os gastos são outros, e só não consegue omitir porque o Muvuca Popular não deixa.

Pedro Taques tem gasto 20% a mais em material de consumo, como cafezinho (veja aqui). Mas 20% a mais é pouco perto do aumento do gasto em 100% em diárias e passagens. Esse gasto com diárias e passagens pulou dos R$ 23,5 milhões para R$ 50 milhões. Gastos com combustíveis duplicaram, com mídia triplicaram e até com lava-jato chegou-se ao absurdo de mais de R$ 5 milhões. Combustível e propaganda consomem no atual governo R$ 210 milhões/ano.

O governo também aumentou em 20% os gastos com locação de mão-de-obra, saindo de R$ 590 milhões para R$ 690 milhões. O gasto nesse item pode ser qualquer coisa, como a reforma do gabinete, por exemplo que ficou em stand by após reclame geral. Outra gastança elevada são as consultorias, que são contratos típicos do PSDB (tucanos adoram uma consultoria). Pedro Taques gastou só com a KPMG R$ 4 milhões, e pagou mesmo não tendo a resposta que queria, e mesmo tendo pago não foi adiante com o VLT, que prefere enrolar, o gasto com consultoria aumentou 200%.

As escolhas de Pedro Taques são estranhas. E gastar demais ou de menos é opção exclusiva do governador, crente de que se não roubar pode fazer qualquer coisa, até ser um péssimo gestor (como mostrado aqui).

A única certeza é que o governo não poderia continuar gastando após estourar os limites da lei de responsabilidade fiscal (LRF). O percentual da LRF, com pessoal, que é a prioridade do governo, passou dos 49% deixados por Silval Barbosa e alcançou os 51% com Pedro Taques.

O governo tucano não apenas gasta mais como foi autorizado pelo leniente tribunal de contas (TCE). As demais autoridades, como Assembleia (AL) ou Ministério Público (MPE) acham tudo muito normal, desde que não reduzam o duodécimo e continuem jorrando dinheiro para empreiteiras (R$ 700 milhões somente este ano). Por enquanto o governo não sofrerá multas ou qualquer sanção, e menos ainda risco de ser processado civilmente (improbidade) ou politicamente (impeachmeant).

 

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