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03 de Maio de 2017 as 16:26

Número de assassinatos cresce 200% em Colniza; 15 mortos em 4 meses

Da Redação

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Divulgação

5 pessoas foram assassinadas de janeiro a abril. O número é alto em razão de chacina registrada há menos de um mês. No ano passado foram cinco, no mesmo período. Os dados são da secretaria estadual de Segurança Pública (Sesp).

Colniza registrou um aumento de 200% no número de homicídios nos primeiros quatro meses deste ano, numa comparação com 2016. Pelo menos 15 pessoas foram assassinadas de janeiro a abril. O número é alto em razão de chacina registrada há menos de um mês. No ano passado foram cinco, no mesmo período. Os dados são da secretaria estadual de Segurança Pública (Sesp).

  Além dos assassinatos em massa, quando 9 homens foram brutalmente executados em 19 de abril, o ex-vereador Elpídio da Silva Meira (PR) está na lista de mortos nos primeiros meses deste ano. Foi assassinado com três tiros no tórax dentro da residência na noite de 16 de março. Até o momento ninguém foi preso e a Polícia Civil tenta identificar possíveis autores.

nfira no quadro detalhes acerca dos índices de crimes em Colniza. Dados repassados pela Segurança

  A onda de violência em Colniza não é de agora. Em 2007, a cidade foi considerada a mais violenta do país, de acordo com dados do Mapa da Violência.

  Na época, a taxa de homicídios foi de 165,3 casos a cada 100 mil habitantes. Apareceram no ranking, Juruena (a 893 km de Cuiabá), em segundo lugar com aproximadamente 137,8 casos a cada 100 mil habitantes.

  Naquele ano, Mato Grosso teve 44 municípios incluídos na lista do estudo. No mesmo ano, Colniza foi a cidade que mais registrou mortes no Brasil por arma de fogo, uma média de 131,6 casos a cada 100 mil habitantes.

  Para o professor Naldson - membro do Núcleo Interinstitucional de Estudos da Violência e Cidadania (Nievci) da UFMT e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública - Colniza  é uma região de extensão territorial com disputa de terras e ausência do poder público na área rural.

 "Existe o problema de grilagem de terras e pistolagem”, pondera o sociólogo.

  O município voltou a ser destaque nacional, após a chacina. No Mapa da Violência, divulgado em 28 de agosto de 2016, Colniza ocupou o 144º lugar - bem distante da liderança.

  No levantamento aparecem Primavera do Leste em 92º, Várzea Grande em 110º, e Rondonópolis em 125º lugar.

  Os dados levaram em consideração o processo de desconcentração econômica nas cidades, que gerou novos atrativos de investimento, força de trabalho, migrações e oferta de emprego.

  Esses fatores, agregando com as deficiências e insuficiências nos Estados, contribuíram para a atração da criminalidade e violência nesses municípios. 

  Outro fator, conforme o levantamento, é que algumas cidades são consideradas rotas de grandes organizações de contrabando de armas ou produtos, pirataria e tráfico de drogas. Os municípios da lista podem ainda ter registrado trabalho escravo, grilagem de terras, empreendimentos agrícolas e interesses políticos e financeiros.

Chacina

  A polícia investiga os assassinatos na área rural de Colniza e suspeita que quatro pessoas tenham torturado os 9 trabalhadores antes de os executar. De acordo com a Polícia Civil, pelo menos dois foram mortos a golpes de facão e, o restante, com tiros de espingarda calibre 12.

  No último dia (24), o secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, viajou para o município na companhia dos titulares de Assistência e Trabalho, Max Russi, Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários, Sulme Evangelista e da Casa Militar, Evandro Ferraz Lesco. Até o momento, dois suspeitos foram presos e o mandante identificado.

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