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16 de Maio de 2017 as 11:43

Mato Grosso terá 40% de aumento na produção de girassol, segundo Conab

Da Redação

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Giovana Velke, presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, maior cidade produtora da planta, diz que a flutuação foi causada por questões macro que acabaram refletindo na região.

A produção de girassol em Mato Grosso deve alcançar 50 mil toneladas nesta safra 2016/2017. Esse número representa um aumento de 40,4% em relação ao período produtivo passado, quando 35,6 mil toneladas foram produzidas. O Estado é conhecido como o maior produtor brasileiro da oleaginosa.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no último levantamento, o plantio das lavouras foi concluído no mês passado e as plantas encontram-se na fase de germinação (15%) e desenvolvimento vegetativo (85%).

A Conab pontua também que, até agora, não existem relatos de ocorrência de pragas e doenças fora de controle que possa comprometer a produtividade. Por causa disso, espera-se um rendimento médio de 1,5 mil kg/ha, ante aos 1,3 mil kg/ha conseguidos na safra 2015/2016. Apesar dos bons registros frente ao último período produtivo, o girassol deve sofrer uma queda na produção quando comparado a anos anteriores.

Mato Grosso conseguiu dois grandes saltos na produção da planta e depois sofreu uma queda bruta. De acordo com a Conab, foram produzidas 84,7 mil toneladas de girassol em 2012/2013, registro que aumentou para 203,3 mil toneladas na safra seguinte. Em 2014/2015 o balanço total foi de 116,5 mil toneladas.

Giovana Velke, presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, maior cidade produtora da planta, diz que a flutuação foi causada por questões macro que acabaram refletindo na região.

“Em 2009 o município chegou a plantar quase 100 mil hectares (de girassol) e esse número caiu para 25 mil depois. Mas isso não aconteceu só em Campo Novo, caiu no Brasil todo. Apesar disso, nós continuamos com o título de maior produtor porque não reduzimos os trabalhos na mesma proporção do que a redução de consumo no país, já que conseguimos bons mercados que garantiram a nossa renda”, afirma.

Giovana explica que é possível aproveitar todo o insumo produzido. O status do município em relação à oleaginosa fez com que os agricultores se unissem em prol do trabalho específico com a cultura. “Pelo fato de Campo Novo ter uma grande diversidade de culturas de segunda safa, os produtores da cidade se juntaram, criaram uma cooperativa e compraram uma esmagadora de girassol. Hoje nós conseguimos aproveitar 100% da planta. Nós esmagamos o óleo e a sobra, que nós chamamos de torta, é vendida para alimentação do gado.”

A presidente ressalta que essa instituição hoje em dia acabou se tornando uma empresa de Sociedade Aberta (SA), após uma parceria com um empreendimento do ramo alimentício.

A rentabilidade do girassol depende do preço do milho, que por causa da alta produção nessa safra deve sofrer com preços baixos. Giovana afirma que o girassol alcançou uma média de R$ 45/saca nos últimos anos, prêmio que deve aumentar neste ano justamente por causa da situação do grão.

Fonte: RDNews

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